terça-feira, 26 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
DILMA ACABA COM O SONHO DE JACARÉ E OUTROS VIRAREM CIDADE
A
presidenta Dilma Rousseff vetou integralmente o Projeto de Lei 98/2002 que
criava, incorporava, fundia e desmembrava municípios. No despacho feito na
semana passada, Dilma diz que a proposta de lei devolvida ao Congresso
contraria “o interesse público”.
Segundo o despacho presidencial, o Ministério da Fazenda ponderou que a medida expandiria “a expansão expressiva do número de municípios” o que acarretaria no aumento das despesas do Estado com a manutenção da estrutura administrativa e representativa. O ministério ponderou, ainda, que o crescimento de despesas não será acompanhado por receitas que permitam a cobertura dos novos gastos, “o que impactará negativamente a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica”.
Além disso, os técnicos da área econômica destacaram que, com o crescimento de municípios brasileiros, haveria uma “pulverização” na repartição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Isso acrescenta na justificativa para o veto presidencial, acarretaria em prejuízos para as cidades menores, além de maiores dificuldades financeiras.
O veto da presidente adiou o sonho de emancipação de várias localidades que sonham com suas emancipações. É o caso do município de Jacaré (Penalva) que há tempo vem lutando por sua autonomia. Na Assembleia Legislativa Estadual do Maranhão há projetos de emancipação de dezenas de povoados. Na lista de espera tem localidade com até 41 mil habitantes, como é o caso do Maiobão, subordinado a Paço do Lumiar.
Confira abaixo a relação:
(Caxias) Nazaré do Bruno: 8.222 habitantes
(Caxias) Brejinho dos Cocais: 11.031 habitantes
(Codó) Moisés Reis: 10.137 habitantes
(Codó) Cajazeiras do Maranhão: 9.950 habitantes
(Açailândia) Novo Bacabal: 15.796 habitantes
(Bacabal) Brejinho: 8.320 habitantes
(Barra do Corda) Santa Vitória do Maranhão: 8.454 habitantes
(Barra do Corda) Ipiranga: 7.551 habitantes
(Santa Luzia) Santo Onofre: 10.977 habitantes
(Santa Luzia) Faisa da Chapada do Seringal: 12.930 habitantes
(Buriticupu) II Núcleo: 8.227 habitantes
(Itapecurú-Mirim) Palmares do Maranhão: 10.951 habitantes
(Grajaú) Alto Brasil: 8.395 habitantes
(Barreirinhas) São José das Varas: 13.080 habitantes
(Tutóia) Barro Duro: 16.186 habitantes
(Zé Doca) Deputado João Evangelista: 8.505 habitantes
(Araióses) Carnaubeiras: 8.595 habitantes
(Bom Jardim) Novo Jardim: 8.761 habitantes
(Turiaçu) Porto Santo do Maranhão: 10.706 habitantes
(São Domingos do Maranhão) Baixão Grande do Maranhão: 8.686 habitantes
(Vitória do Mearim) Coque: 9.403 habitantes
(Pindaré-Mirim) Morada Nova: 9.924 habitantes
(Alto Alegre do Pindaré) Auzilândia: 11.462 habitantes
(TunTum) Belém do Maranhão: 11.129 habitantes
(Santa Quintéria) Vitoria do Parnaíba: 13.242 habitantes
(Penalva) Jacaré: 7.054 habitantes
(Monção) Castelo: 7.532 habitantes
(Santa Quitéria) Queimadas: 7.318 habitantes
(São Luis) Maracanã do Maranhão: 31.644 habitantes
(Paço do Lumiar) Maiobão: 41.752 habitantes
(Rosário) São Simão do Maranhão: 8.260 habitantes
(Parnarama) Paiol do Centro: 8.930 habitantes
Segundo o despacho presidencial, o Ministério da Fazenda ponderou que a medida expandiria “a expansão expressiva do número de municípios” o que acarretaria no aumento das despesas do Estado com a manutenção da estrutura administrativa e representativa. O ministério ponderou, ainda, que o crescimento de despesas não será acompanhado por receitas que permitam a cobertura dos novos gastos, “o que impactará negativamente a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica”.
Além disso, os técnicos da área econômica destacaram que, com o crescimento de municípios brasileiros, haveria uma “pulverização” na repartição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Isso acrescenta na justificativa para o veto presidencial, acarretaria em prejuízos para as cidades menores, além de maiores dificuldades financeiras.
O veto da presidente adiou o sonho de emancipação de várias localidades que sonham com suas emancipações. É o caso do município de Jacaré (Penalva) que há tempo vem lutando por sua autonomia. Na Assembleia Legislativa Estadual do Maranhão há projetos de emancipação de dezenas de povoados. Na lista de espera tem localidade com até 41 mil habitantes, como é o caso do Maiobão, subordinado a Paço do Lumiar.
Confira abaixo a relação:
(Caxias) Nazaré do Bruno: 8.222 habitantes
(Caxias) Brejinho dos Cocais: 11.031 habitantes
(Codó) Moisés Reis: 10.137 habitantes
(Codó) Cajazeiras do Maranhão: 9.950 habitantes
(Açailândia) Novo Bacabal: 15.796 habitantes
(Bacabal) Brejinho: 8.320 habitantes
(Barra do Corda) Santa Vitória do Maranhão: 8.454 habitantes
(Barra do Corda) Ipiranga: 7.551 habitantes
(Santa Luzia) Santo Onofre: 10.977 habitantes
(Santa Luzia) Faisa da Chapada do Seringal: 12.930 habitantes
(Buriticupu) II Núcleo: 8.227 habitantes
(Itapecurú-Mirim) Palmares do Maranhão: 10.951 habitantes
(Grajaú) Alto Brasil: 8.395 habitantes
(Barreirinhas) São José das Varas: 13.080 habitantes
(Tutóia) Barro Duro: 16.186 habitantes
(Zé Doca) Deputado João Evangelista: 8.505 habitantes
(Araióses) Carnaubeiras: 8.595 habitantes
(Bom Jardim) Novo Jardim: 8.761 habitantes
(Turiaçu) Porto Santo do Maranhão: 10.706 habitantes
(São Domingos do Maranhão) Baixão Grande do Maranhão: 8.686 habitantes
(Vitória do Mearim) Coque: 9.403 habitantes
(Pindaré-Mirim) Morada Nova: 9.924 habitantes
(Alto Alegre do Pindaré) Auzilândia: 11.462 habitantes
(TunTum) Belém do Maranhão: 11.129 habitantes
(Santa Quintéria) Vitoria do Parnaíba: 13.242 habitantes
(Penalva) Jacaré: 7.054 habitantes
(Monção) Castelo: 7.532 habitantes
(Santa Quitéria) Queimadas: 7.318 habitantes
(São Luis) Maracanã do Maranhão: 31.644 habitantes
(Paço do Lumiar) Maiobão: 41.752 habitantes
(Rosário) São Simão do Maranhão: 8.260 habitantes
(Parnarama) Paiol do Centro: 8.930 habitantes
terça-feira, 5 de novembro de 2013
NÃO À ESTRATÉGIA DA RESIGNAÇÃO
Por Flávio Dino
Esta expressão é usada pelo excelente filósofo Vladimir Safatle. Segundo ele, a estratégia da resignação "tem o propósito de nos fazer acreditar que toda ação visando à ruptura com formas de vida que aparecem como naturalizadas só poderá produzir catástrofes."
O Maranhão nunca viveu um longo período autenticamente republicano e democrático (as exceções confirmam a regra). Vivemos, desde tempos remotos, sob domínio do coronelismo, que quer parecer "natural", normal, invencível. Na sua face mais recente, coube ao senador Sarney liderar esse ciclo que se inaugurou em 1965 e ainda hoje persiste.
Os resultados aí estão. Como é impossível dizer que a realidade é boa, pois todos os indicadores sociais e as tragédias cotidianas demonstram o contrário, resta à oligarquia impor a ESTRATÉGIA DA RESIGNAÇÃO.
Ou seja, mediante agressões diárias, mentiras etc, eles visam "provar" que qualquer mudança que os tire do poder resultará em uma "catástrofe". Na verdade, será uma catástrofe para eles, que mantêm seus privilégios obsessivos e negócios milionários às custas da máquina do Estado.
Assim, o objetivo da máquina de propaganda deles é paralisar a onda de indignação cívica que toma conta da população, e forçar a resignação à continuidade do mando do mesmo grupo.
Eles ainda não perceberam que o povo maranhense tem o direito de sonhar, e está sonhando; e tem o direito de voar, e irá voar, livre, em direção a uma nova paisagem.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
AMOR IMPOSSÍVEL
Querer ser teu sem
poder sê-lo
Platônico é tal amor
tristonho
Não é real, talvez sonho,
Não fantasia, talvez
pesadelo.
Se dista de mim o amor
que te proponho
Goze a vida, que o meu
penar medonho,
Desfazer-se-há se fores
feliz
Que ame-te muito quem
do teu amor é dono
Já que te amar não pode
e te ter, tem como,
Que mais te queira ele
do que sempre te quis".
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
O AMOR ACABA (Paulo Mendes Campo)
O amor acaba. Numa
esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio;
acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a
pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um
automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o
escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à
alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema,
como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de
solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia
dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do
colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do
cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços
torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no
elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de
casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas
ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se
habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o
amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois
de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado,
às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de
ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos
refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que
desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo
imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e
desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus,
ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor
se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em
Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso;
em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta
que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes
acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos
cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e
acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se
dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo
périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba
depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela
que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de
bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue
consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode
acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor;
na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da
primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno;
em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer
motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o
amor acaba.
sábado, 10 de agosto de 2013
Quebradeiras de coco babaçu se reunem com Instituto Chico Mendes para tratar sobre resex Enseada da Mata (Penalva)
O
presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio),
Roberto Vizentin, reuniu-se, nesta quarta (7), na sede do Instituto, em
Brasília, com integrantes do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco
Babaçu (MIQCB). O movimento reivindica, entre outras coisas, urgência no
processo de criação da Reserva Extrativista (Resex) Enseada da Mata, no
município de Penalva, no Maranhão.
Maria do
Rosário Costa Ferreira, coordenadora regional da Baixada Maranhense do MIQCB,
relatou que o principal desafio para a comunidade é o acesso à terra. Segundo
ela, a região é conhecida por atividades agropecuárias e conflitos com
fazendeiros e produtores. "A criação da Resex, com área que abrange o
território tradicionalmente ocupado pelas comunidades locais, irá facilitar o
acesso à produção do coco babaçu".
Além da
criação da Resex, o movimento pede a abertura de novos processos de criação de
unidade de conservação (UC) de uso sustentável na região da Baixada Maranhense,
para preservar os recursos e permitir o acesso das comunidades tradicionais, e
encontros com o ICMBio e as quebradeiras de coco babaçu na região.
Ambiental
e social
O
presidente Vizentin disse que o ICMBio se preocupa com a relação entre o social
e o ambiental, mas frisou que é necessário cumprir várias etapas para
viabilizar a criação de UCs. "É preciso articulações políticas nas
diversas esferas governamentais e estudos técnicos. O ICMBio está atento à importância
de toda ligação que envolve culturas tradicionais, uso de recursos naturais e
preservação do meio ambiente", afirmou ele.
Segundo a
coordenadora geral do MIQCB, Maria de Jesus Ferreira Bringelo, o movimento
surgiu na década de 1990 e reúne aproximadamente 300 mil mulheres em quatro
estados – Pará, Piauí, Maranhão e Tocantins.
"O
movimento luta para que o babaçu seja um produto livre para toda a comunidade
tradicional poder produzir. Tem que haver políticas públicas, geração de renda,
organização do processo gerencial, infraestrutura voltada para a melhoria da
qualidade de vida, formação e sustentabilidade. Somente na região do município
de Penalva são cerca 600 famílias, ou seja, entre 10 mil a 12 mil
moradores", declarou Maria de Jesus.
Vizentin
destacou o compromisso das quebradeiras de coco babaçu com o movimento e a
iniciativa delas virem até Brasília fazer as reivindicações. Como
encaminhamento, o Instituto ficou de apresentar ao MIQCB um relato detalhado da
situação atual do processo de criação da Resex Enseada da Mata e, em outubro,
realizará reunião, em São Luís (MA), para discutir a gestão participativa na
região.
Participaram
ainda do encontro o diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial
em Unidades de Conservação do ICMBio, João Arnaldo Noaves, a coordenadora-geral
de Consolidação Territorial, Eliane Maciel, e integrantes da Rede Cerrado.
Saiba
mais
Mais de
18 milhões de hectares do território brasileiro são cobertos por florestas
secundárias de palmeiras de babaçu. No Brasil, quatro unidades de conservação
federal sob gestão do ICMBio trabalham com o coco babaçu, do qual são retirados
cerca de 64 subprodutos, que garantem a sobrevivência de muita gente. São elas:
a Resex Extremo Norte do Estado do Tocantins (TO) e as Resex Mata Grande,
Chapada Limpa e do Ciriaco, no Maranhão.
BNC
Cotidiano
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